Em outubro de 2018, em João Pessoa, a cesta básica subiu 1,55% em comparação com setembro e custou R$ 334,10. E a grande vilã deste aumento foi a tomate, que cresceu 13,68%. A cidade apresentou o quinto menor valor para o conjunto básico de alimentos entre as 18 capitais pesquisadas. Em 12 meses, a variação anual foi de 1,13% e, no acumulado de 2018, de 1,39%.

Entre outubro e setembro de 2018, houve aumento no valor médio de oito produtos, além do tomate: açúcar refinado (1,95%), leite integral (1,67%), arroz agulhinha (1,42%), pão francês (1,25%), feijão carioquinha (0,82%), farinha (0,43%), banana (0,32%) e carne bovina de primeira (0,12%).Os produtos que apresentaram quedas foram a manteiga (-1,64%), o café em pó (-0,53%) e o óleo de soja (-0,23%).

Em 12 meses, sete produtos apresentaram alta: leite integral (19,27%), tomate (17,18%), manteiga (9,44%), pão francês (4,53%), óleo de soja (4,40%), arroz agulhinha (4,17%) e carne bovina de primeira (2,13%). Os produtos que apresentaram reduções foram: banana (-20,62%), feijão carioquinha (-19,17%), farinha (-11,17%), açúcar (-5,86%) e café em pó (-5,70%).

O trabalhador pessoense cuja remuneração equivale ao salário mínimo precisou cumprir jornada de trabalho, em outubro, de 77 horas e 03 minutos, maior do que a de setembro, 75 horas e 52 minutos. Em outubro de 2017, a jornada era de 77 horas e 34 minutos.

Em outubro de 2018, o custo da cesta em João Pessoa comprometeu 38,07% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em setembro, o percentual exigido era de 37,48% e, em outubro de 2017, de 38,33%.

Números divergem

Ainda nessa semana, a Secretaria de Estado do Planejamento Orçamento e Gestão também divulgou o balanço do preço da cesta básica . De acordo com o órgão, o preço da cesta básica em João Pessoa aumentou 2,61% no mês de outubro, chegando a R$ 343,35. O acumulado de aumentos no ano ficou em 0,99% e nos últimos doze meses em 2,45%.

No mesmo período do ano anterior, a cesta básica custava R$ 335,14, com uma variação mensal de -0,19% e os acumulados eram de -9,26% no ano e  -9,29% nos últimos doze meses.

De acordo com Renato Silva, supervisor técnico do Dieese, esta diferença entre os preços se dá devido à metodologia aplicada por cada órgão. Ele explica que o Dieese, por exemplo, só avalia 12 itens, enquanto outras pesquisas levam em conta mais produtos, além de outras diferenças.

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