O ano de 2018 foi marcado no Brasil como o período de explosão das propagações de notícias falsas, também conhecidas como ‘fake news’. No entanto, é possível se proteger das fake news pesquisando a fonte da informação, conforme explicou Mabel Dias, que é jornalista e vice-coordenadora do Fórum Interinstitucional pelo Direito à Comunicação na Paraíba (Findac-PB).

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Segundo Mabel, as fake news se baseiam na disseminação de informações falsas, especialmente via redes sociais, buscando denegrir a imagem de pessoas ou buscar a desinformação sobre determinado assunto, levando a população a acreditar em algo que não é verdade.

Para se proteger das fake news ou checar se uma determinada informação é real, Mabel afirmou que as pessoas devem buscar informações em veículos de comunicação que possuam credibilidade e ficar atentas aos endereços de sites.

“Para checar a veracidade de uma informação, caso ela esteja em um meio de rede social, é preciso ver se o endereço do site onde a informação está é o correto. Ver se ele tem a terminação .org ou .br, a data que a notícia foi escrita e se existe alguma pessoa responsável pela redação da matéria. São cuidados mais básicos que devemos ter para evitar uma fake news”, disse Mabel Dias.

Mabel também listou os sites aosfatos.com.br; boatos.org; e a Agência Lupa como fontes confiáveis para sanar dúvidas sobre se uma notícias é ou não fake news.

“O ano de 2018, principalmente no período eleitoral, foi muito atribulado, muito preocupante, onde muita notícia falsa foi divulgada, especialmente pelo WhatsApp. O boato.org, que é pioneiro no Brasil, listou o período eleitoral de 2018 onde eles mais desmentiram notícias falsas. Foram mais de 110 mil textos e noticias desmentidas dentro do site, principalmente sobre políticos. Esses sites servem para nos protegermos dessas desinformações”.

Outros sites que ajudam na identificação de fake news são: projetocomprova.com.br e apublica.org/checagem.

Fake news é crime e gera punição

Em entrevista na TV Correio, o advogado Vandilo Brito explicou que as fake news espalhadas na internet ou de qualquer outra forma e que ataquem a honra de uma pessoa acarretam em punições previstas dentro do Código Penal Brasileiro.

“Mesmo que não haja legislação, o produtor e quem compartilha (a fake news), vão ser responsabilizados criminal e civilmente. De fato, a gente determina que os crimes relacionados a fake news têm que atacar a honra da pessoa, mesmo que não haja um ataque frontal à honra. Mas calúnia, difamação e injúria são crimes tipificados no Código Penal”, esclareceu durante entrevista ao programa Mulher Demais, da TV Correio.

Internautas admitem compartilhar fake news

Em enquete promovida pelo Portal Correio, 47 % dos internautas que responderam a pergunta “Você já compartilhou notícia falsa sem saber que era fake news?” admitiram que já compartilharam notícia falsa sem saber que ela era fake news.

Das 552 pessoas que responderam, 294 disseram que ainda não tinham compartilhado notícias falsas, representando 53% dos votantes. Por outro lado, 258 internautas já espalharam ‘fake news’ sem saber que eram, representando 47% dos votos.

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