São cumpridos oito mandados de busca e apreensão para investigar o “financiamento” de mandatos eletivos de quatro vereadores de Cabedelo, na Grande João Pessoa, por meio do então prefeito, Leto Viana.

A operação contou com a participação de vinte policiais federais e quatro auditores da CGU, que cumpriram os mandatos nas residências dos vereadores investigados.

Conforme a Polícia Federal, a mercantilização dos mandatos estaria acontecendo com recursos oriundos do superfaturamento do contrato de lixo de Cabedelo. Os quatro vereadores foram afastados dos cargos por determinação judicial.

De acordo com a investigação, quatro candidatos do cargo de vereador nas eleições de 2016, em Cabedelo, receberam do então prefeito da cidade, Leto Viana, o valor de R$ 200 mil para compor o grupo de sustentação política no parlamento (legislatura de 2017 a 2020). Conforme o Ministério Público, os vereadores assumiam o compromisso de satisfazer os interesses pessoais de Leto Viana e Roberto Santiago.

Seis envolvidos no esquema foram denunciados pelo Ministério Público nesta sexta fase da Operação Xeque-Mate: Leto Viana, Roberto Santiago, Benone Bernardo da Silva, Jonas Pequeno dos Santos, Janderson Bizerril de Brito e Josimar de Lima Silva.

O que dizem os citados

Jovelino Delgado, advogado de Leto Viana, afirmou que a defesa só vai se posicionar quando de fato tomar conhecimento do teor dessa nova denúncia.

O advogado de Roberto Santiago, Pedro Pires, também não se pronunciou sobre essa nova fase. “Quando citado, teremos acesso ao processo e então oferecemos a devida defesa, pois, sem dúvida, inexiste qualquer conduta ilícita praticada pelo Roberto, naquilo que está sendo veiculado pela imprensa”, disse.

Câmara Municipal de Cabedelo — Foto: Krystine Carneiro/G1

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