Saiba como foi o debate com candidatos à presidência da OAB

Os candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba, (OAB-PB), participaram, nesta segunda-feira (26), de um debate promovido pelo programa Correio Debate, da 98 FM, oportunidade em que...

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Os candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba, (OAB-PB), participaram, nesta segunda-feira (26), de um debate promovido pelo programa Correio Debate, da 98 FM, oportunidade em que discutiram ideias sobre os temas de interesse para a advocacia paraibana.

Leia também: Veja como foi o debate entre candidatos da OAB-PB

O debate foi mediado pelo apresentador Nilvan Ferreira e teve participação de João Costa. O embate entre os postulantes foi transmitido ao vivo pelo Portal Correio.

Na abertura do primeiro bloco, o candidato Sheyner Asfóra perguntou a Paulo Maia, sobre o percentual gasto com funcionários pela instituição.

Paulo Maia disse que a OAB-PB compromete um valor oscilante com funcionários, a depender da inadimplência. Disse que a OAB possui 85 funcionários e todos estão com seus compromissos pagos.

Na réplica, Asfóra disse que a OAB gasta 52% da receita da instituição com funcionários, embora haja uma recomendação para que os gastos não superem 35% da receita.

Na tréplica, Paulo Maia rebateu os números e lembrou que a Ordem que já recuperou mais de R$ 1 milhão de crédito.

Em seguida, Paulo Maia perguntou a Carlos Fábio sobre a declaração de Jair Bolsonaro em relação ao exame de Ordem.

Carlos Fábio disse ser contra o fim do exame de Ordem. Disse que muitas faculdades jogam os bacharéis no mercado sem a menor qualificação. Disse que isso é algo que precisa ser mudado também.

Na réplica, Paulo Maia disse acreditar que Bolsonaro deve manter o exame de Ordem. Disse estar preocupado com o aumento vertiginoso no número de cursos de Direito no estado.

Na tréplica, Carlos Fábio disse que a Paraíba possui faculdades que chegam a possuir 14 turmas por semestre.

Na terceira pergunta do bloco, Carlos Fábio questionou a Sheynner sobre as propostas para a Caixa de Assistência.

Sheynner disse que a Caixa de Assistência concentrou muito suas ações em João Pessoa, e esqueceu do interior. Disse querer ampliar a rede de convênios para atender a categoria. Disse defender uma linha de crédito para os jovens advogados.

Na réplica, Carlos Fábio disse que Sheynner não conhece a Caixa de Assistência, que segundo ele, tem ações em todo o Estado.

Na tréplica, Sheynner criticou Carlos Fábio pelo racha com Paulo Maia e prometeu ampliar as ações em prol da categoria.

No quarto questionamento do bloco, Sheynner perguntou quais os motivos da dissidência de Carlos Fábio com Paulo Maia.

Carlos disse que o racha se deve à falta de compromisso da atual gestão. Carlos Fábio elencou as atividades desenvolvidas pela Caixa de Assistência.

Na réplica, Sheynner disse que sua gestão será de unidade, para fazer por toda a advocacia. Prometeu cobrar a presença de juízes nos fóruns do interior, através do observatório judicial. Sheynner disse querer levar mudanças de verdade, e não ficar só com arengas.

Na tréplica, Carlos Fábio disse que não implantou o observatório judicial, porque isso depende da subseção. Disse que sua gestão é aprovada por 95% da categoria.

Em seguida, Carlos Fábio perguntou sobre um convênio firmado pela OAB com uma faculdade particular para a realização de um curso.

Na resposta, Paulo Maia disse que o contrato foi feito de forma transparente, beneficiando a categoria.

Na réplica, Carlos Fábio disse que a Caixa de Assistência atendeu a todos os pedidos feitos pela subseção.

Na tréplica, Paulo Maia disse querer saber o que a Caixa de Assistência tem contra o pessoal das cidades do interior, pois as ações não passaram de João Pessoa.

A última pergunta do bloco, Paulo Maia perguntou a Sheynner Asfóra perguntou sobre a importância das subseções.

Sheynner disse entender que a OAB deve ter uma unidade, sem divisões e brigas. Disse respeitar as subseções e prometeu uma gestão participativa com essas unidades.

Paulo Maia disse que quando foi candidato só tinha o apoio de duas subseções, e agora é apoiado por nove subseções. Disse que isso se deve à presença física e política em todo o estado.

Segundo bloco

O segundo bloco foi aberto com uma pergunta do candidato Carlos Fábio para Sheyner Asfóra, sobre a morosidade processual.

Asfóra respondeu que a atual gestão da OAB-PB vem sendo omissa com relação a morosidade e que ele pretende implantar um observatório judicial para ter um acompanhamento e diálogo permanente com o Judiciário sobre o assunto.

Na réplica, Carlos falou que vai manter um diálogo constante com o Judiciário para cobrar o fim do chamado ‘servidor digito’, que seria o responsável pelo atraso processual. Além disso, ele afirmou que vai exigir a nomeação de concursados.

Na tréplica, Sheyner explicou que defende uma OAB independente e autônoma, que consiga dialogar com o Judiciário e exigir o fim da morosidade processual.

O segundo embate do bloco foi um questionamento de Sheyner para Paulo Maia, sobre quais os temas da sociedade que a OAB precisa ser mais combativa.

Na resposta, Paulo disse que a OAB é uma ‘resistência’, já que encampa diversos campos e pleitos da sociedade, como a luta contra o fechamento das Comarcas.

Na réplica, Asfóra pediu mais transparência para o atual gestor da OAB, já que o que ele diz não estaria sendo visto pelo estado. Na tréplica, Mais contou que a OAB possui um relatório com 1,3 mil ações.

A terceira pergunta foi de Paulo Maia para Carlos Fábio, sobre o que pode ser feito para melhorar o ensino jurídico na Paraíba.

Em resposta, Carlos disse que a ESA da OAB não mostrou para que veio e questionou as ações da OAB.

Na réplica, Maia falou que Carlos Fábio não “sabe nada sobre ensino jurídico” e que as ações da Caixa de Assistência não passaram de João Pessoa.

Em tréplica, Carlos Fábio disse que a advocacia paraibana sabe onde a Caixa de Assistência conseguiu chegar e que se assumir a presidência da OAB irá mudar a ESA.

Em mais um confronto, Carlos Fábio perguntou a Paulo Maia sobre uma conta que ele teria aberto sem conhecimento da Tesouraria da OAB.

Em resposta, Maia disse que a questão ocorreu em 2016 e que já estava resolvida. Além disso, ele explicou que a conta seria para ações de Diretos Humanos e que os valores seriam fiscalizados pelo Ministério Público do Trabalho.

Na réplica, Carlos disse que as consta da OAB estão no vermelho e que para honrar com compromissos a atual gestor pediu dinheiro ao Conselho Nacional.

Na tréplica, Maia relatou que a OAB repassou valores ao Conselho Nacional e que este deveria ajudar a Ordem quando necessário.

No penúltimo confronto do segundo bloco, Paulo Maia questionou a Sheyner Asfóra sobre a valorização da advocacia no estado.

Asfóra disse que teve a honra de encampar a luta pela valorização e maior participação da mulher no Sistema OAB, lutou pelos honorários advocatícios corretos e uma maior valorização da advocacia criminial.

Maia disse que vem lutando para que o estado pague os precatórios e que ao advogados sabem que a atual gestão da OAB é forte.

No último confronto do bloco Sheyner questionou Carlos Fábio sobre qual a proposta de corte de gastos ele teria.

Conforme Carlos, antes de cortar custos é preciso criar novas receitas. Além disso, é necessário saber qual a situação da Seccional e analisar a falta de pagamento dos inadimplentes e verificar a possibilidade de redução de pessoal.

Na réplica, Sheyner afirmou que, caso vença, vai contratar uma consultoria para fazer uma avaliação na OAB. Além disso, ele citou que irá abrir mão de passagens aéreas e hospedagens.

Na tréplica, Carlos Fábio disse que o correto é cortar privilégios que estejam sendo concedidos e buscar por novas fontes de receita.

Terceiro bloco

O primeiro confronto do terceiro bloco foi entre Paulo Maia e Carlos Fábio. Maia perguntou quais ações a Caixa de Assistência teria feito em Patos e Sousa.

Na resposta, Fábio disse que entregou computadores e um parlatório em Patos e em Sousa. Além disso, ele falou que levou vacinação para o Sertão e a corrida dos Advogados em Cajazeiras.

Na réplica, Maia contou que a Caixa de Assistência recebeu recursos da OAB. Ele também falou que ampliou a sede em Patos e aumentou o duocédimo.

Na tréplica, Carlos reconheceu o recebimento de valores e disse que a OAB precisa de mais transparência.

Em seguida, Carlos Fábio perguntou a Sheyner Asfóra sobre proposta para o advogado idoso. Asfóra falou que vai levar lazer e promover um projeto de clube social para se criar um ponto de encontro dos advogados.

Na réplica, Carlos Fábio disse que apresentou um projeto para que os advogados idosos pagassem valores menores de anuidade a partir dos 70 anos, mas que a atual gestão da OAB engavetou o projeto.

Em seguida, Sheyner questionou Paulo Maia sobre a ESA, que ele considera que segue aquém do que estava sendo esperado.

Na resposta, Maia afirmou que mudou o conceito da ESA e que imprimiu uma nova visão da Escola, apresentando 100 cursos.

Na réplica, Sheyner contou que Maia foi eleito, na primeira vez, mostrando uma plataforma diferente, mas que a abandonou.

Em seguida, Paulo Maia perguntou a Sheyner Asfóra sobre a prestação de contas de um evento promovido por ele.

Na resposta, Sheyner disse que a prestação de consta foi entregue e que houve transparência em todo o processo. Além disso, ele afirmou que o evento não recebeu apoio da OAB.

Na réplica, Maia falou que a OAB vai continuar apoiando eventos, mas questionou Sheyner por ele solicitar passagens aéreas para o evento mesmo que, agora, diga que irá abrir mão de passagens aéreas caso seja eleito presidente da Ordem.

Na tréplica, Sheyner disse que cortará mordomias que estão sendo detectadas na atual gestão da OAB.

No penúltimo confronto do debate, Sheyner questionou Carlos Fábio sobre quais cidades receberam Centros Judiciais de PGE.

Na resposta, Fábio afirmou que um total de 15 cidades paraibanas já estavam com os centros estabelecidos e que caso ele seja eleito irá levar centros judiciais para todo o estado.

Na réplica, Sheyner disse que vai implantar núcleos de inclusão digital por todo o estado, mudando a realidade dos advogados que mais precisão de apoio.

O último embate do debate foi entre Carlos Fábio e Paulo Maia, que foi questionado sobre qual projeto ele tem para o mercado de trabalho dos advogados na Paraíba.

Em resposta, Maia relatou que criou curso de iniciação para advogados e que vai criar uma incubadora para jovens advogados aprenderem a gerir os seus negócios.

Por sua vez, Carlos Fábio afirmou que Paulo Maia não apresentou nenhuma proposta de trabalho para os advogados paraibanos.

 

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