Alguns trabalhadores que tiveram barracas, quiosques e materiais destruídos pelo incêndio que aconteceu no São João 2018 de Campina Grande se reuniram próximo ao Parque do Povo, na manhã desta quinta-feira (4), para protestar e reivindicar o ressarcimento dos prejuízos que tiveram no dia 30 de junho, quando o caso ocorreu.

Após o acidente, a Aliança Comunicação e Cultura LTDA. e a prefeitura da cidade, organizadoras do evento, se prontificaram a ajudar os comerciantes e também prometeram o ressarcimento às 30 pessoas prejudicadas. Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes do Maior São João do Mundo, Lucinei Cavalcante, passados 90 dias desde o incêndio, os valores em questão ainda não foram retornados.

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Comerciante entrega panfletos durante protesto, que reivindica também a variação de produtos para revenda na festa e a prática do preço de mercado (Foto: Chico Martins/ Jornal CORREIO)

“Foi dada uma ajuda, mas aquela ajuda que foi dada é para que os comerciantes que perderam tudo tivessem condições de pelo menos trabalhar na última semana. A prefeitura deu R$ 2.500 a barracas e R$ 2.500 a quiosques, a Aliança deu R$ 2.000 a todos e devolveu a taxa de solo que é R$ 550 pra quiosques e R$ 1.300 para as barracas e diante do que aconteceu nós reativamos as ações para a última semana, e a empresa de cervejaria colocou a estrutura.” Relatou o presidente ao Portal Correio.

Ainda de acordo com ele, o “silêncio” da prefeitura e da Aliança é o que está “incomodando”. Ao ser questionado sobre a entrega das notas ficais para que a empresa Aliança e a prefeitura contabilizassem os gastos para contribuir, ele garante que a documentação foi organizada e enviada, mas não teria sido entregue.

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Presidente da Associação dos Comerciantes do Maior São João do Mundo, Lucinei Cavalcante (Foto: Chico Martins/ Jornal CORREIO)

“A Aliança nos chamou para fazer um relatório onde foi dito o que tinha dentro de cada barraca, cada comerciante assinou e entregou, dias depois chegou até nós o aviso de que fosse enviado para um determinado e-mail, cada comerciante enviou essa documentação, o que nós sabemos agora é que a seguradora não recebeu essa documentação não sei dizer o porquê.”

Respostas

A Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) e a Aliança se posicionaram sobre o assunto através de notas, respectivamente.

A Prefeitura de Campina Grande informou que todas as providências assumidas, por parte do poder público municipal, perante os barraqueiros atingidos pelo acidente ocorrido no Parque do Povo, no dia 30 de junho deste ano, quando um incêndio atingiu mais de duas dezenas de barracas, foram plenamente cumpridas, no tocante à efetiva solidariedade na forma de apoio financeiro a todos os comerciantes prejudicados pela ação do fogo. Num tempo relativamente curto, foi feita a identificação das unidades comprometidas pelo sinistro e disponibilizados recursos, dentro dos limites da lei, aos responsáveis.

A Aliança Comunicação e Cultura informou que as indenizações ainda não aconteceram porque a seguradora – Sercosi Seguros – continua aguardando documentação comprobatória por parte dos barraqueiros acerca dos prejuízos. Só após o recebimento desses documentos a seguradora poderá dar continuidade ao processo e efetivamente proceder o pagamento referente às possíveis indenizações. Desde o primeiro momento do incidente, a Aliança esteve junto aos barraqueiros em total solidariedade, inclusive, devolvendo a todos os envolvidos as taxas pagas e deu uma ajuda de custa de R$ 2 mil a cada um dos envolvidos para ajudar na reconstrução.

O incêndio

De acordo com informações de moradores locais, um botijão de gás de uma barraca teria explodido iniciando um incêndio no Parque do Povo, no dia 30 de junho. Segundo o Corpo de Bombeiros, ao menos oito barracas foram destruídas e a perícia constatou que o caso “foi acidental”.

No momento da explosão, as pessoas se assustaram e saíram correndo. O fogo atingiu um perímetro alto e começou a se espalhar por outras barracas. Após as chamas serem contidas, os shows da noite foram cancelados. Os barraqueiros se reuniram com membros da prefeitura e da Aliança, quando houve o acordo de ressarcimento.

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