Durante entrevista ao programa radiofônico Correio Debate na tarde desta terça-feira (26), o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), assegurou que o sistema de saúde municipal continuará utilizando o medicamento hidroxicloroquina no tratamento de contaminados em estágio inicial da Covid-19, desde que prescrito por médico e com autorização do paciente.

Sem vacina desenvolvida e sem medicamento aprovado pela comunidade científica até agora, o tratamento da doença causada pelo novo coronavírus tem sido tema de debates que ultrapassam as barreiras da medicina e chegam a flertar com a política.

O fármaco hidroxicloroquina, disponível no mercado para tratamento da malária, é usado em pacientes de diversas cidades do país, sendo uma delas é Campina Grande, que contabiliza atualmente 936 casos da Covid-19. No último dia 14, a prefeitura autorizou a implantação do medicamento e, segundo o prefeito, tem mostrado bons resultados. Antes da liberação, o gestor diz que houve consulta a especialistas.

Questionado na entrevista sobre os embates envolvendo a medicação, que não recebe entusiasmo por parte do Governo do Estado, Romero Rodrigues disse que a cidade continuará com o protocolo de tratamento utilizando a hidroxicloroquina associada a outros fármacos, como uma espécie de coquetel. “Se na Secretaria do Estado estiver sobrando cloroquina, mande para a gente, para ajudar”, disse o prefeito.

O protocolo em exercício na cidade de Campina Grande prevê o uso do medicamento em pessoas com sintomas suspeitos ou infectadas no estágio inicial, mas não deve ter uso generalizado. Os casos devem ser analisados isoladamente e são necessárias prescrição médica e autorização do paciente. Outros critérios como não inclusão de grávidas, cardiopatas e outras condições especiais também são observadas. De acordo com a gestão municipal, a medida objetiva evitar o colapso do sistema de saúde.

Ontem, a Organização Mundial da Saúde decidiu suspender os testes envolvendo a hidroxicloroquina e a Covid-19. Até o momento, nenhum estudo da comunidade científica, nem nacional nem internacional, comprovou sua eficácia em casos de infecções por coronavírus.

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