Nesta quarta-feira (03), a Policia Federal realizou quatro mantados de busca e apreensão em empresas fornecedoras de máscaras, contratadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Tocantins. A ação faz parte da Operação Personale, criada para investigar dois contratos do órgão que resultou na compra de 12 mil máscaras, no valor total de R$ 420 mil.

De acordo com a PF, cada unidade do material fornecido custou cerca de R$ 35, valor que está sendo considerado acima do normal. “As investigações apontaram, ainda, que, já durante a pandemia, existia processo licitatório vigente na Secretaria Estadual de Saúde que resultou na contratação de empresas para o fornecimento de máscaras de proteção facial idênticas, por valores que variam entre 1,93 real e 3,64 reais”, afirmou em nota.

“Os investigados poderão responder pelos crimes de formação de cartel e peculato, além de crime contra a economia popular, cujas penas somadas podem ultrapassar 19 anos de reclusão e multa”, explicou a Policia Federal.

A operação recebeu o nome de “Personale”, pois o termo em italiano significa ‘pessoal’, uma alusão ao interesse pessoal de alguns em detrimento ao interesse público. Além disso, em latim, o vocábulo “persona” originalmente significava máscara.

Segundo nota da Secretaria de Saúde de Tocantins, em março, a empresa que já possuía contrato com o órgão solicitou cancelamento do acordo, devido ao “cenário atual e alta do consumo de materiais”. O que foi necessário a dispensa urgente da nova licitação para aquisição dos materiais.

A secretaria informou ainda que, em “relação ao valor do equipamento adquirido, a SES (Secretaria do Estado da Saúde) representou junto ao Ministério Público Federal (MPF) para investigação da possibilidade de ter havido sobrepreço e possível crime contra a economia popular”, declarou o órgão.

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