O caso da universitária do estado da Carolina do Norte, nos EUA, que foi encontrada morta após entrar em um suposto veículo da Uber, motivou a empresa a lançar uma campanha de conscientização e mudanças que começa a ver reflexos no Brasil: por aqui, o aplicativo passou por uma atualização que altera a disposição de informações essenciais e alertas a fim de ampliar a segurança dos passageiros.

Na nova versão, dados como o nome e foto do motorista, o modelo do automóvel cadastrado e sua placa estão em maior destaque, assegurando maior visibilidade antes que o usuário do serviço entre no veículo. Também ganham maior evidência os alertas de segurança dentro do aplicativo, que agora estão mais visíveis e fáceis de serem acionados. Informações relacionadas à viagem também estão mais à vista, cortesia de um painel de visualização com tamanho ampliado, mostrando todos os dados da viagem. Ademais, notificações em push serão exibidas na tela do smartphone, reforçando tais informações.

“Segurança é prioridade para a Uber e temos recursos que começam a agir antes mesmo de uma viagem acontecer, desde o cadastramento dos motoristas parceiros. Nós sempre recomendamos que os usuários chequem os dados antes do início de qualquer viagem, mas é importante que ele tenha um acesso cada vez mais fácil a essas informações. O anúncio de hoje está focado justamente nisso. Seguimos sempre estudando e avaliando novas medidas para diminuir riscos e proporcionar mais segurança a todos que usam o nosso aplicativo todos os dias”, explica o diretor do Tech Center da Uber no Brasil, Marcello Azambuja.


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Há também a opção de compartilhamento de trajeto da viagem, disponível para passageiros e motoristas, no qual é possível alertar conhecidos na sua agenda de contatos sobre um trajeto que você tomou pelo Uber, deixando-os cientes sobre qualquer alteração inadvertida. Finalmente, um único botão reúne opções emergenciais para serem acionadas rapidamente, como chamar serviços policiais.

(Imagem: Divulgação/Uber)
(Imagem: Divulgação/Uber)
(Imagem: Divulgação/Uber)

Tudo isso para reforçar uma medida de segurança que a Uber sempre divulgou por meio de seus serviços: se alguma informação do app não corresponder ao motorista que veio lhe buscar, cancele a corrida e chame outro veículo.

No caso dos EUA, em abril, a estudante Samantha Josephson entrou em um carro que parecia estar a serviço da empresa. Não era esse o caso e ela, lamentavelmente, apareceu morta tempos depois. Por causa do incidente, a Uber lançou a campanha Campus Safety Initiative, que busca justamente evitar que usuários do serviço de transporte acabem cometendo esse tipo de engano.

Aqui no Brasil, a empresa firmou parceria com a Serpro para sempre verificar a base de dados de motoristas que buscam se credenciar para prestação de serviços junto à ela. A companhia também emprega um algoritmo que é capaz de reconhecer padrões de texto impróprios ou potencialmente ofensivos/perigosos, a fim de identificar má conduta de motoristas em relação a seus passageiros.

A atualização do app no Brasil está disponível a partir desta terça (23) tanto no Android como no iOS.

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