‘Ninguém trabalha mais’, diz Bolsonaro sobre auxílio emergencial definitivo

Atualmente, o presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado para prorrogar o auxílio emergencial. Entretanto, o presidente descarta essa possibilidade. Nesta quinta-feira (07), ele ironizou o assunto durante conversa com apoiadores...

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Atualmente, o presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado para prorrogar o auxílio emergencial. Entretanto, o presidente descarta essa possibilidade. Nesta quinta-feira (07), ele ironizou o assunto durante conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Um dos apoiadores do presidente que estava no local afirmou que Bolsonaro aumentou muito sua popularidade no interior do Amazonas por causa do auxílio emergencial. O presidente optou por não se comprometer com o auxílio em 2021 e ironizou o tema, afirmando que ninguém mais irá trabalhar caso ele pague R$ 5 mil por mês para os brasileiros.

“Qual país do mundo fez auxílio emergencial? Parecido foi nos Estados Unidos. Aqui alguns querem torná-lo definitivo. Foram quase 68 milhões de pessoas. No começo, foram R$ 600. Vamos pagar para todo mundo R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais, fica em casa”, ironizou o presidente.

Ao menos 30 países ao redor do mundo criaram programas de transferência de renda ou fortaleceram algum já existente para ajudar a população durante a pandemia. Essa informação foi divulgada após levantamento feito pelo Banco Mundial.

No Brasil, o auxílio emergencial foi responsável por reduzir momentaneamente os índices de pobreza e desigualdade social. Porém, de acordo com o Estadão, o fim do auxílio pode fazer com que o Brasil volte ao patamar da década de 1980 nesses índices.

O auxílio emergencial foi criado para pagar parcelas de R$ 600 – e, durante a prorrogação, parcelas de R$ 300 – para trabalhadores informais, autônomos, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs). O programa foi criado para ajudar esse grupo durante o isolamento social, medida criticada por Bolsonaro, e evitar a contaminação por covid-19.

Todos os beneficiários aprovados receberam cinco parcelas de R$ 600. O governo pagou até quatro parcelas de R$ 300 de prorrogação. No caso das mães chefes de família, as parcelas foram de R$ 1,2 mil e de R$ 600, respectivamente.

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