No Cariri, o crime de homofobia vem se tornando uma prática rotineira nas cidades do interior do estado da Paraíba. Recentemente, dois casos foram registrados em Monteiro e Serra Branca.
 
– Em Serra Branca
 
Em Serra Branca, a vítima foi o professor de espanhol Luiz Carlos Rodrigues Alves foi agredido covardemente por um grupo de pessoas. Ele teve parte de sua roupa retirada e foi agredido por todo o corpo, tendo sido socorrido às pressas do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

Segundo registro preliminar da vítima às autoridades policiais, a agressão foi praticada por homens que estavam em localidade conhecida como “Beco das Vertentes”, município da Serra Branca. Uma vítima chegou a um local desconhecido e conseguiu fugir, pois um carro passou pelo local e afugentou os agressores.

Luiz Carlos chegou a reconhecer dois suspeitos de participação em crime e um deles foi detido pela polícia. Os agressores podem responder judicialmente pelos crimes de tentativa de homicídio, homofobia e tortura.

O professor Luiz Carlos não encontra nenhum hospital de trauma de Campina Grande e seu estado de saúde é estável. As informações da Serra Branca são do Olho no Cariri. 

– Em Monteiro
 
Na cidade de Monteiro a vítima foi um estudante de Jornalismo que foi atacado diretamente com palavras ofensivas de teor homofóbico, de acordo com o processo nº 0801644-43.2019.8.15.0241, que tramita no Fórum Ministro Luiz Rafael Mayer, em Monteiro, um trecho do áudio diz: “Eu acho que você deve trabalhar no circo ou talvez na globo que acha que as grandes famílias brasileiras hoje são Gays, são Travestis, algum tipo derivados dessa facilidade ai …” a ação aguarda julgamento do Juiz da segunda vara. 

Pela decisão do tribunal, declarações homofóbicas poderão ser enquadradas no crime de racismo. Pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

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