A Paraíba tinha, em 2010, 36.395 pessoas vivendo em áreas de risco de enxurradas, inundação ou deslizamento de terra no ano de 2010. Os dados fazem parte da publicação ‘População em áreas de risco no Brasil’, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em cooperação com Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

No estado, os dados, que fazem parte do Censo Demográfico de 2010 do IBGE, foram colhidos em 15 municípios, somando 95 áreas de risco.

Entre as duas maiores cidades da Paraíba, o estudo contabilizou que em João Pessoa, existiam 3.999 casas situadas em áreas de risco, atingindo 13.890 pessoas. Em Campina Grande eram 729 casas em risco, com 2.721 pessoas atingidas.Veja abaixo dados sobre outros municípios.

Alagoa Grande – 1.029 casas em risco; 3.589 pessoas em risco

Alagoinha – 251 casas em risco; 909 pessoas em risco

Bayeux – 864 casas em risco; 3.240 pessoas em risco

Caaporã – 41 casas em risco; 157 pessoas em risco

Cabedelo – 156 casas em risco; 536 pessoas em risco

Coremas – 271 casas em risco; 912 pessoas em risco

Mataraca – 312 casas em risco; 1.122 pessoas em risco

Mulungu – 471 casas em risco; 1.516 pessoas em risco

Patos – 478 casas em risco; 1.656 pessoas em risco

Pitimbú – 77 casas em risco; 268 pessoas em risco

São Bento – 247 casas em risco; 892 pessoas em risco

Sapé – 121 casas em risco; 426 pessoas em risco

Sousa – 1.290 casas em risco; 4.561 pessoas em risco

O Portal Correio entrou em contato com a diretora presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), Emília Correia Lima, para que ela explicasse o que o órgão promoveu desde 2010 para mudar a situação dos paraibanos que vivem em áreas de risco, mas Emília informou que estava viajando e não poderia falar. Porém, ela indicou uma servidora do órgão, que não atendeu as ligações.

O Portal Correio também solicitou a assessoria de comunicação da Cehap o contato de algum servidor que pudesse falar sobre o assunto, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Brasil

Em 2010, a população em áreas de risco nos 872 municípios brasileiros monitorados pelo CEMADEN chegava a 8.270.127 habitantes, que viviam em 2.471.349 domicílios particulares permanentes. Cerca de 17,8% das pessoas que viviam nas áreas de risco desses municípios eram idosos ou crianças, os grupos etários mais vulneráveis.

Salvador era o município monitorado com o maior número de moradores em áreas de risco: 1.217.527 pessoas, ou 45,5% da sua população.

Dos municípios analisados, 107 estavam na região Norte, 294 no Nordeste, 308 no Sudeste, 144 no Sul e 19 no Centro-Oeste.

No Brasil, 20,3% das pessoas que viviam em áreas de risco moravam em aglomerados subnormais (1,7 milhões de moradores). Em relação aos domicílios, esse percentual era de 19,9% (490.849 domicílios).

O post Mais de 36 mil paraibanos viviam em áreas de risco em 2010, diz IBGE apareceu primeiro em Portal Correio.

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