Paga para ser comentarista, a jornalista foi censurada com suspenção de dois dias por causa de comentário sobre a atuação da PM de Pernambuco na Paraíba

A jornalista Verônica Guerra, que dividia bancada com Emerson Machado e Ecliton Monteiro no programa “Balanço Geral”, na emissora de rádio 98 FM do Sistema Correio de Comunicação, pediu demissão após ter sido punida por comentários feitos em que deplorou a morte de oito suspeitos de matar um policial em Pernambuco. Na terça-feira, ao se referir ao desfile de corpos das vítimas amontoados na carroceria de um veículo e exibidos como se fossem “troféus”, Verônica Guerra se disse chocada com as cenas que, a seu ver, não refletem uma sociedade contemporânea, mas sim “uma sociedade que a cada dia se abrutalha mais”. Na quinta-feira, após uma nota da Caixa Beneficente dos Policiais Militares, a jornalista foi suspensa por dois dias e resolveu, então, formalizar seu pedido de demissão por se sentir censurada no direito de expressão.

A diretoria de jornalismo do Sistema Correio não quis se
pronunciar diante da repercussão do episódio. Verônica, que é casada com o
jornalista Josival Pereira, secretário de Comunicação da administração de
Luciano Cartaxo (PV) na prefeitura de João Pessoa, retornara há pouco tempo ao
“batente”, depois de um prolongado recesso. Ele já atuara como editora na rádio
CBN, quando esta era vinculada ao Sistema Correio, e também como produtora do
programa Correio Debate, na Correio FM. Posteriormente, atuou na CBN João
Pessoa, quando esta passou a se vincular ao Sistema Paraíba de Comunicação, que
controla, também, as TVs Cabo Branco e Paraíba. Nesse período, atuava como
âncora do jornalístico CBN João Pessoa a ex-repórter e apresentadora de
televisão Nelma Figueiredo, que faleceu precocemente, aos 53 anos de idade.

Verônica Guerra sempre foi respeitada pelo destemor nas
opiniões emitidas em veículos de comunicação e, também, pelo profissionalismo
impecável na sua atuação, quer em cargos de chefia, quer como locutora-entrevistadora
e comentarista. Ela recebeu a solidariedade de inúmeros colegas de profissão,
como o colunista Suetoni Souto Maior, do “Jornal da Paraíba on line”. “Verônica
deu a opinião dela com classe e respeito. E não recebeu o mesmo tratamento dos
ogros que a atacaram por meio de notas e nas redes sociais”, afirmou o
jornalista em um texto publicado na sua página no facebook.

Entenda o caso da chacina:

Oito suspeitos de assassinarem um policial militar na cidade de Santa Cruz do Capiberibe, em Pernambuco, foram mortos numa operação conjunta das PMs de Pernambuco e da Paraíba, em tiroteio ocorrido na cidade de Barra de São Miguel (PB). Os corpos foram conduzidos na carroceria de um veículo, num espetáculo macabro, e os policiais foram recebidos com aplausos por populares. A Polícia Civil informou que está em busca de um nono integrante de uma quadrilha especializada em assaltos que atuava no vizinho Estado de Pernambuco. De acordo com a polícia, um homem de roupa e boné pretos que aparece em uma “selfie” compartilhada em redes sociais e que teria sido tirada dentro de um carro usado durante assalto, não está entre os oito mortos durante a ação policial na Paraíba e teria participado do assalto a uma casa lotérica e um mercadinho no bairro Dona Lica, em Santa Cruz do Capiberibe.

Nonato Guedes

O post Jornalista Verônica Guerra pede demissão e aponta censura do Sistema Correio devido a comentário apareceu primeiro em Portal do Litoral PB.

1 COMENTÁRIO

  1. Os cara que foram, mortos já haviam matado um policial militar, e estavam com armas de fogo alto poder de ? , acha que ele queria o os policias morressem .

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