O candidato ao Governo da Paraíba pelo PSB, João Azevedo, foi o quarto a participar da sabatina com todos os candidatos ao Governo do Estado que ocorre durante esta semana no programa Correio Debate, da Rede Correio Sat. Como destaque da entrevista desta quinta-feira (20), João afirmou que vai investir em programas habitacionais, como o Cidade Madura, e fazer um terceiro eixo da transposição do São Francisco para o estado.

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Terceiro eixo da transposição para o Vale do Piancó – “É uma obra federal. Fizemos a defesa junto ao conselho gestor do São Francisco e aprovamos o eixo. O Ministério das Cidades começou a elaborar o projeto para licitar a obra. Entretanto, o Governo Federal deixou de priorizar isso, mas iremos retomar esse eixo porque ele é fundamental para perenizar o rio Piancó. A população da Paraíba pode ficar tranquila. Se o Governo Federal negar passar empréstimos iremos fazer com recursos próprios”.

Habitação – “Habitação precisa ter financiamento que não seja do recurso próprio do estado. O grande programa existente no Brasil é o Minha Casa Minha Vida. Quando estávamos na prefeitura de João Pessoa resolvemos o problema de sete acampamentos de sem teto e outras nove ocupações. Construímos o conjunto Gervásio Maia”.

“Queremos implantar um programa paralelo para resolver o problema de famílias de ocupações. Chegamos a entregar 20 mil casas no atual governo. Esperamos para que independente de quem seja o presidente tenhamos uma relação republicana e que a Paraíba seja tratada como era em outros tempos”.

Cidade Madura – “Esse é um dos maiores programas sociais que esse estado implementou. É referência para ONU. É um programa que atende a faixa dos idosos, normalmente esquecida.  É um condomínio fechado, com 40 ou 45 unidades, com assistencial social, saúde, espaço para redário, laboratórios de informática e energia solar para baixar o custo da energia para o cidadão. Esse programa iremos ampliar, é um respeito a quem já trabalhou e se esforçou para ajudar os outros”.

Funcionalismo público – “Qual governador não gostaria de dar aumento maior possível. Nós temos uma política para o funcionalismo. Esse foi o governo que mais chamou concursados. Chamamos 10,7 mil concursados do nosso governo. Iremos implantar plano de cargos e carreiras para os agentes penitenciários. Os professore ganhavam R$ 900 quando chegamos e hoje ganham mais de R$ 3 mil. Iremos ter um canal aberto para dialogar. O funcionalismo é responsável pelo funcionamento da máquina pública. Iremos manter a data base dos servidores”.

“No caso da segurança iremos chamar os 500 aprovados no concurso da segurança. Vamos fazer concurso para mil professores por ano na rede estadual”.

Houve privatização da saúde no Estado? – “É importante entender que não houve privatização na saúde. Quando chegamos, encontramos um Hospital de Trauma que ocupava as páginas dos jornais. Era um hospital que antes de chegar no plantão passavam nas farmácias para comprar fraldas e medicamentos para as pessoas internadas no hospital. Demos um tratamento de choque implantando uma OS que cuida da parte administrativa. Não tem privatização e o modelo tem dado bons resultados”.

“A saúde municipal de João Pessoa e Campina grande estão falidas. Os hospitais não atendem. O governo do estado pretende implantar um programa chamado Saúde Já, com urgência clinica pediátrica, traumatologia e obstetrícia em várias regiões, como Brejo, Cariri, Curimataú, Sertão e Vale do Piancó. Vamos levar a urgência e emergência para mais perto do cidadão”.

Relação governo do Estado e demais Poderes e duodécimo – “Essa relação, na hora que você elabora um orçamento, se prevê uma receita que projeto uma despesa baseada naquela receita. Quando a receita acontece você pode gastar, investir e ter a despesa equivalente. Enquanto os poderes não entenderem que não podemos gastar sem orçamento eles precisam se moldar as condições. Para cumprir os duodécimos o executivo deixa de cumprir o seu orçamento. Essa é a questão. Na época que se tem queda de receita todos os órgãos devem entender isso e se moldar. O Poder Executivo tem respeitado e levado ao limite o repasse. Não podemos fechar hospitais para repassar o que não podemos”.

Educação – “Fechar escolas foi uma decisão fácil. Essas escolas não existiam de fato, apenas em papel e no nome. Existiam garagens de casa, depósitos, onde se tinha dez alunos, um diretor, um vice-diretor, professores, vigilante, merendeiras, com o nome de uma escola pela manhã e à tarde, no mesmo local, funcionava outra escola, com outro quadro de alunos e funcionários. Era um cabide de empregos”.

“Pegamos esses alunos e levamos para uma escola digna, com laboratório de informática, física, química, robótica, com intercambio na Europa. Isso só foi possível tendo coragem política. Fechamos foi o absurdo de ter garagens, depósito e galpões que tinham o nome de escola. Hoje vejo a escola pública aprovar mais de dois mil alunos no Enem. A escola pública tem uma energia completamente diferente. É aprimorando cada política que iremos avançar”.

Emprego e renda – “É importante entender primeiro que o governo do Estado não fera emprego, mesmo fazendo concursos públicos. Quem gera emprego é a iniciativa privada. Cabe ao Estado dotar-se de infraestrutura e condições para angariar empresas. Vamos construir o centro de convençõe4s, feira e comercialização de Campina Grande. Iremos fazer com que Sousa se transforme em um polo leiteiro, Cajazeiras se consolide como polo de produção, Patos e Campina Grande como polos calçadistas. O grande foco é dotar o estado com condições de atrair mais empresas”.

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