A Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida”, juntamente com a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, está discutindo com o Ministério Público do Trabalho, em Campina Grande, novos investimentos para os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Lar do Garoto. A parceria entre as instituições se dá por meio do repasse de verbas advindas de multas trabalhistas aplicadas pelo órgão a empresas da região.

Para esta parceria, Marcos Antônio Ferreira Almeida, procurador do Ministério Público do Trabalho – CG, vislumbrou a possibilidade de reverter a multa sobre uma determinada empresa de colchões, que atenda a necessidade do Lar do Garoto, além de outras multas, pelas quais a Fundac poderá adquirir materiais tanto de uso pessoal como coletivo, com valor em pecúnia, de maior necessidade dentro da unidade socioeducativa.

Segundo Noaldo Meireles, presidente da Fundac, a ideia é dar continuidade à parceria com o MPT, que já beneficiou 160 adolescentes do Lar do Garoto com cursos profissionalizantes, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai. “Após a implantação da Escola Cidadã em tempo integral nas unidades socioeducativas, percebemos a necessidade de adquirir um número maior de equipamentos esportivos, jogos de tabuleiros, e materiais para oficinas de música”, disse.

“É justamente através desse tipo de atividade que descobrimos novos talentos e equipamentos como estes fazem com que os socioeducandos  utilizem sua inteligência para a prática de coisas boas e saudáveis”, acrescentou o presidente da Fundac, que, por meio da educação e da prática esportiva, vem extinguindo a ociosidade dentro das unidades socioeducativas do Estado.

Ao final da reunião, o procurador solicitou ao presidente da Fundac e a Fábio Maia, secretário executivo estadual do Planejamento, Orçamento e Gestão, que fosse feito um levantamento dos materiais que atendam a necessidade da unidade socioeducativa, junto a três orçamentos de preços. O procurador alertou ainda que o Ministério Público do Trabalho também poderá atender aos projetos de ressocialização dos presídios de Campina Grande.

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