O presidente Jair Bolsonaro (PSL) participará nesta terça-feira (23) da inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista (BA) sem a presença do governador Rui Costa (PT). Na primeira viagem ao Nordeste após a polêmica causada pela declaração dele sobre governadores da região, Bolsonaro não pediu à equipe para incluir o governador no evento.

A viagem ocorre após Rui Costa (PT), anunciar que não participará da inauguração do terminal porque a solenidade ficou restrita a poucos convidados. “Como se fosse uma convenção político-partidária”, disse Rui sobre sua ausência. A previsão é que Bolsonaro chegue à cidade às 10h45 e o evento ocorra às 11h. O aeroporto amanheceu cercado por tapumes.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Nelson Leal (PP), também informou que não participará, em solidariedade à decisão de Costa, assim como Paloma Rocha, filha do cineasta Glauber Rocha, que dá nome ao aeroporto.

A viagem é a segunda de Bolsonaro ao Nordeste desde a posse. Na primeira, em maio, o presidente foi a Pernambuco para participar de reunião da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Recife, e inaugurou o conjunto habitacional do Minha Casa, Minha vida, em Petrolina, no Sertão baiano.

‘Governadores de paraíba’ – Na sexta-feira (19), ao conversar com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sme saber que o microfone estava ligado, Bolsonaro disse que “daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão”, acrescentando: “Tem que ter nada com esse cara!”. Bolsonaro disse no sábado (20) que a fala foi uma crítica aos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB).

Ainda na sexta, governadores do Nordeste divulgaram uma carta na qual cobraram explicações de Bolsonaro e afirmaram ter recebido “com espanto e profunda indignação” a declaração do presidente. No entendimento deles, Bolsonaro transmitiu “orientações de retaliação a governos estaduais”.

O Nordeste foi a única região na qual o presidente não venceu no segundo turno da eleição presidencial de 2018. É a verdadeira oposição ao governo de Bolsonaro, com nove governadores insatisfeitos com a gestão descriminatória e preconceituosa do presidente. Na ocasião, Fernando Haddad (PT) obteve 69,7% dos votos válidos da região, contra 30,3% de Bolsonaro.

Redação PB Debate com G1

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