A energia elétrica é tão essencial no dia a dia que boa parte de nossas atividades corriqueiras depende completamente dela. Por ser um item tão necessário, pagamos cada vez mais caro por ele – especialmente quando a geração é afetada por fenômenos naturais, como menor quantidade de chuva em determinados períodos.

A possibilidade de ter uma redução no custo da conta, então, é um alento. E isso é possível quando a tecnologia é associada adequadamente à natureza: o uso de módulos fotovoltaicos, por exemplo, permite captar a luz solar e transformá-la em eletricidade.

Em um país tropical como o Brasil, que tem sol em grande parte do ano, aproveitar essa característica é uma boa ideia, porque a economia pode ser animadora. Nilson Aoki resolveu apostar no sistema e o instalou em casa.

O resultado apareceu logo: depois que os módulos fotovoltaicos entraram em operação na residência, houve até meses em que a conta de energia elétrica do imóvel não teve custo. Isso porque os 16 módulos instalados na residência de Nilson produzem mais eletricidade do que a família dele consome.

Como a geração de energia ocorre apenas no período do dia em que há claridade – e aqui entram, inclusive, muitos dias nublados –, à noite, a casa usa a eletricidade fornecida pela distribuidora. O imóvel, então, é cobrado por isso.

Só que a casa de Nilson passou a funcionar como uma microgeradora de energia: afinal, como não usa tudo o que produz, há um excedente. Embora a eletricidade extra obtida pelo sistema não possa ser armazenada, pois não há uma bateria conectada a ele, o excesso é injetado na rede da concessionária e usado pelos vizinhos de Nilson. Com isso, ele ganha créditos da distribuidora e os usa para pagar a energia que recebe dela.

O retorno do investimento feito no sistema fotovoltaico ocorre, em geral, em até cinco anos. José Guilherme diz que essa é uma estimativa conservadora, porque existe variação do custo da eletricidade e do equipamento, e que muitos recebem de volta o que foi investido em cerca de quatro anos.

Para se ter uma ideia da economia, comparamos duas contas da casa de Nilson. Uma delas é de antes da instalação dos módulos fotovoltaicos: em fevereiro de 2019, ele gastou R$ 445,33. A outra é a mais recente, de novembro de 2019, e o valor pago foi R$ 61,81. A diferença de preço entre as duas contas é de mais de 86%.

Isso varia mês a mês, a depender da geração de energia do sistema instalado na casa, mas Nilson diz que está satisfeito com a solução. Afinal, seu principal objetivo ao instalar o sistema era a economia – e ela tem vindo sistematicamente.

O uso de energia solar tem crescido no Brasil a taxas bastante altas: há três anos, quando José Guilherme começou a atuar nesse mercado, havia cerca de 7 mil sistemas do tipo instalados no país. Ele conta que, hoje, já há mais de 100 mil deles em operação no país.

O custo para a instalação de um sistema desses ainda é alto, embora venha caindo progressivamente. De 2016 para cá, por exemplo, os módulos ficaram pelo menos 30% mais baratos. Hoje, os preços dos projetos começam em R$ 15 mil – vale lembrar que isso varia conforme a necessidade do imóvel e dos usuários.

Então, o primeiro passo antes da decisão de instalar o sistema é avaliar se pode fazer o investimento e esperar até cinco anos pelo retorno – ele pode de fato ser recuperado antes, mas é mais prudente contar com o tempo máximo.

Outro aspecto a ser considerado é o volume de sol que chega ao imóvel. Em regiões que recebem a visita do sol com mais frequência, como cidades litorâneas, a produção de energia é naturalmente favorecida.

Além disso, é preciso saber o quão favorável à recepção da luz solar é a posição da residência, já que o sol faz trajetos distintos nas diferentes estações do ano. Com isso, a capacidade de geração de eletricidade pode variar.

No Brasil, apesar de a adoção estar em alta, ainda há muito potencial para crescimento no país. Diferentemente do que ocorre em outros países, porém, não há subsídio governamental para a instalação do sistema e o alto custo ainda pode ser um limitador.

Algumas empresas, entretanto, já oferecem telhas com painéis solares embutidos – o que, segundo elas, pode representar uma economia de até 20% em relação aos módulos convencionais.

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