A linha da percepção entre o real e o falso torna-se muito estreita quando se tenta identificar um deepfake, isto acontece porque se combina tecnologia de avançada focada em inteligência artificial e learning machine.


Identificar um deepfake a olho nu em alguns casos não é fácil, tudo depende da complexidade e efetividade da técnica que se aplica durante sua produção. Há deepfakes criados para fazer rir, como aqueles em que se personificam animais, ou Nick Offerman interpretando os personagens de Full House.

 

Mas esta tecnologia aplicada aos deepfakes também pode ser usada para fins mais obscuros, e em muitos casos pode ser considerada uma ameaça real para o público em geral.


O que é um deepfake?


Trata-se de vídeos manipulados com inteligência artificial, seu conteúdo reproduz situações irrealistas nas quais pessoas reais dizem coisas que não disseram ou fazem coisas que nunca aconteceram.


Os deepfakes podem ser criados com propósitos diferentes: entretenimento, sátira, estratégia política, publicidade, em tom de escárnio para algumas personalidades de renome mundial, mas também pode ser aproveitado para realizar montagens pornográficas, fraudar, chantagear empresários, ou divulgar notícias falsas ou mensagens erradas para gerar comoção no público.

Preocupados com as consequências futuras dos deep Fakes alguns personagens famosos criam vídeos falsos para alertar a população sobre a magnitude das semelhanças dos deepfakes com a realidade, uma ameaça real com consequências que ainda são desconhecidas.


Jordan Peele, ator e comediante norte-americano, participou de um vídeo deepfake com a colaboração de Barack Obama e da empresa Buzzfeed com a finalidade de advertir sobre o alcance dos vídeos alterados com IA.

Há aplicações gratuitas como Fakeapp e Deepfacelab compatíveis com diferentes formatos que podem facilmente criar deepfakes, mas a criação de um vídeo credível demanda alta tecnologia, tempo e esforços dos especialistas no campo da informática.

Hoje há maior acessibilidade à tecnologia deepfake, quanto mais progridem as produções se convertem em vídeos mais realistas que podem ser usados como instrumentos para prejudicar a outras pessoas.

Por que criar um deepfake?

Os fornecedores de deepfakes geram este tipo de produtos para distorcer a realidade, divulgar informação falsa que produza um efeito nas massas, pode ser confusão, medo, riso, preocupação, etc… Este engano premeditado busca que as pessoas recebam mensagens equivocadas, embora os áudios e vídeos falsos também possam realizar-se com fins de sátira ou entretenimento.

À medida que esta tecnologia se desenvolve e se torna mais complexa será mais difícil de detectar. Isso causa preocupação nos governos do mundo e desconfiança nos usuários de mídia.

Como se detecta um deepfake?

As pessoas são vulneráveis à tecnologia deepfake, os sentidos são facilmente sugestionados pelo conteúdo, por isso é difícil captar ou reconhecer de imediato um deepfake, em consequência as pessoas podem ser vítimas de enganos.

 

As empresas estão desenvolvendo projetos com algoritmos e inteligência artificial para detectar deepfakes. Empresas como Facebook e Adobe se dedicam ao desenvolvimento de software com IA para detectar vídeos manipulados. Por enquanto, as seguintes recomendações podem ser úteis para detectar um deepfake. Isso sim, verifique antes a fonte, indague sobre o tema e recorra a fontes oficiais.

Observe detalhadamente se há descolorações no rosto, iluminações incorretas ou estranhas, movimentos a um ritmo pouco comum, som e vídeo sem sincronização, imagens embaçadas especialmente entre o pescoço e a cabeça.

 

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