Com capa do paraibano Shiko, Nação Zumbi lança ‘Radiola NZ – Vol. 1’

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A Nação Zumbi acaba de lançar um álbum com canções que durante algum tempo fizeram parte da formação musical da banda. O disco com o sugestivo nome de Radiola NZ Vol. 1 (sim, vai sair um volume 2), é uma ousadia da Nação ao cantar os clássicos de outros artistas e bandas. De Roberto Carlos a David Bowie, Johnny Cash, Beatles, Marvin Gaye e muito mais. O selo é Babel Sunset
Em entrevista ao CORREIO pelo telefone, o vocalista Jorge dü Peixe disse que essa prática é antiga na banda. “Algumas a gente já tinha cantando em shows, principalmente com Os Sebosos Postiços (outra banda deles). Até gravamos um CD do Sebosos só com canções do mestre Jorge Ben Jor. Os clássicos dele. Aliás, Jorge adorou o disco, pelo cuidado que a gente teve com sua obra. Aí resolvemos fazer o Radiola”, revela.
As primeiras faixas – “Refazenda” de Gilberto Gil, “Balanço” de Tim Maia, “Amor”, de João Ricardo/João Apolinário (esta dos Sexos & Molhados e com a participação de Ney Matogrosso no disco) e “Não há dinheiro no mundo que pague”, de Renato Barros (gravada por Roberto Carlos no LP O Inimitável, de 1968), foram gravadas num estúdio em Fortaleza. As outras entre Rio e São Paulo.
“Mas gravamos outras e outras. Fizemos essa seleção para o primeiro disco e deixamos as outras de fora, que podem ou não entrar no Radiola 2. É que optamos por fazer um disco menor. São apenas 9 faixas. A cantora britânica PJ Harvey gravou recentemente um único single e fez o maior sucesso”.
Depois que eles decidiram produzir o álbum, cada membro da banda fez uma lista com músicas que gostaria de gravar e chegaram cruzar essas listas e ver as canções em comum. Saíram até “Ashes to ashes”, de David Bowie, “Do nothing”, do The Specials, e “Tomorrow never knows”, dos Beatles.
“Essas canções mexem com a juventude, canções que os jovens não conhecem e passam a ouvir e gostar. É como um resgate”, diz o vocalista. “Por exemplo ‘Dois animais na selva suja da rua’, que é de Taiguara e fez sucesso na voz de Erasmo Carlos, é uma descoberta, uma necessidade de trazer esse som para que os jovens escutem com a cara do Nação do Zumbi”.
Não só por terem gravado “Refazenda”, de Gilberto Gil, mas o grupo tem muita afinidade com o cantor baiano. “Gil é demais. Gil é um excelente musico, compositor. O cara com a idade que está, tocando sem parar, é pra gente aplaudir todo dia”, afirma.
Outra sacada boa é a capa e encarte do CD, que foi feita pelo artista paraibano Shiko. “Ele é um importante artista brasileiro. A gente já era amigo há muito tempo. Shiko citava a gente nos quadrinhos. Dai veio a ideia e liguei para ele dizendo que tinha chegado a hora. Ficou muito bom”, conta Dü Peixe.

Single novo. No dia 2 de fevereiro passado, no clima de celebração espiritual, aconteceu o lançamento de uma parceria entre BaianaSystem e Nação Zumbi: “Alfazema”. A faixa está disponível para audição nas plataformas de música (https://slap.lnk.to/Alfazema).
O título evoca o tão lembrado aroma da lavanda, conhecido por quem já viu o desfile do Afoxé Filhos de Gandhi e popularizado nos carnavais de rua de antigamente. São cenas com cheiro, flashs da folia.

*Kubitschek Pinheiro, do Jornal Correio da Paraíba

 

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