Mais uma vez o futebol paraibano virou assunto nacional. Agora o assunto é a denúncia envolvendo o programa do governo do estado Gol de Placa. O programa consiste na troca de notas fiscais reais por ingressos para jogos de futebol.

A denúncia foi feita através de uma reportagem da Folha de São Paulo, que analisou documentos da primeira rodada do campeonato paraibano e apurou indícios de irregularidades. O documento analisado detalha todas as informações referentes a público e segundo a reportagem, algumas dessas notas estão no nome de pessoas que sequer pisaram na Paraíba.

A reportagem da Folha apurou que todas as notas trocadas por bilhetes na partida tinham a mesma origem, que seria um posto de combustível em João Pessoa. Segundo a publicação, algumas das supostas fraudes aconteceram há alguns anos. Em 2015, o Botafogo-PB teria que informar ao Governo do Estado quantos ingressos iria reservar em um dos jogos da temporada. Sem avisar, acabou trocando 4 mil bilhetes, desobedecendo a legislação do programa na ocasião, que exigia aviso prévio sobre a quantidade de bilhetes.

O programa do Governo do Estado foi remodelado em 2014. De 2005, ano da criação do programa, até 2013, o Governo do Estado destinava recursos diretamente para os clubes. Em 2014, o programa passou a exigir uma contrapartida social, dando condição para os torcedores paraibanos trocarem notas fiscais de no mínimo R$ 50 por ingresso em partidas do futebol paraibano profissional.

O Estado pagava aos clubes R$ 10 a cada ingresso trocado por nota fiscais. Atualmente, cada entrada trocada por notas vale R$ 20 para o clube mandante da partida. Para 2019, o Governo do Estado destinou ao Gol de Placa cerca de R$ 4 milhões, divididos, de acordo com a legislação, pelas 10 equipes que disputam a 1ª divisão do Campeonato Paraibano.

Governo do Estado emitiu uma nota na qual explica que a organização das trocas das notas fiscais pelos ingressos aos torcedores é exclusiva dos clubes. Segundo a nota, o Gol de Placa tem o “objetivo de estimular a presença de torcedores nos estádios de futebol durante as partidas dos times paraibanos, fortalecendo a atividade desportiva e valorizando os clubes locais, bem como incentivando o hábito de exigência do documento fiscal na aquisição de mercadorias”.

Já a presidenta da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Michelle Ramalho, jogou a responsabilidade para os clubes e para o Governo do Estado. De acordo com a nota divulgada pela FPF, o programa é muito importante para o futebol paraibano, mas a entidade “não tem qualquer poder de fiscalizar e não tem qualquer ingerência no referido programa, visto que não faz parte do programa, o qual repita-se, possui apenas duas partes: de um lado o Governo e de outro lado os Clubes”.

Michelle Ramalho, presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), ressaltou a importância do Gol de Placa, no entanto informou que não compete à FPF fiscalizar as irregularidades, uma vez que não faz parte do programa. De acordo com a FPF, a entidade “não tem qualquer poder de fiscalizar e não tem qualquer ingerência no referido programa, visto que não faz parte do programa, o qual repita-se, possui apenas duas partes: de um lado o Governo e de outro lado os Clubes”.

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