Califórnia pausa vacinação contra covid-19 para investigar possíveis reações alérgicas

O Departamento de Saúde Pública da Califórnia, nos Estados Unidos, recomendou a interrupção da distribuição de um lote da vacina da Moderna contra covid-19, após verificar um número maior que...

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O Departamento de Saúde Pública da Califórnia, nos Estados Unidos, recomendou a interrupção da distribuição de um lote da vacina da Moderna contra covid-19, após verificar um número maior que o normal possíveis reações adversas ao imunizante. Autoridades de saúde dos Estados Unidos estão investigando os casos registrados em uma clínica na cidade de San Diego.

Antes da interrupção, mais de 330 mil vacinas do lote da Moderna haviam sido distribuídas para 287 pontos de vacinação na Califórnia. A fabricante diz que 37 estados dos EUA possuem cargas do mesmo lote, totalizando cerca de 1,2 milhão de doses, mas as reações alérgicas vistas em San Diego não se repetem em outros estados.

A epidemiologista chefe da Califórnia, Érica Pan, em nota, disse que a recomendação da suspensão temporária do lote foi feita “por extrema cautela”, após pessoas de uma mesma unidade médica apresentarem possíveis indícios de reações alérgicas que teriam sido causadas pelo produto da Moderna.

“Um número maior do que o normal de possíveis reações alérgicas foi relatado com um lote específico da vacina Moderna administrada em uma clínica de vacinação da comunidade. Menos de 10 indivíduos necessitaram de atenção médica durante o período de 24 horas”, diz a nota assinada por Érica Pan.

Reações alérgicas também foram ligadas ao imunizante da Pfizer/Biontech, que também é distribuído por postos de vacinação nos Estados Unidos. No entanto, não há registro de interrupção da aplicação de algum lote, como aconteceu agora com a vacina da Moderna.

Israel questiona vacina da Pfizer contra covid-19

O coordenador nacional de enfretamento à pandemia em Israel, Nachman Ash, levantou questionamentos sobre a eficácia da vacina da Pfizer/Biontech após aplicação da primeira dose do imunizante. Segundo ele, a vacina seria menos eficaz do que indicado pela fabricante.

“Muitas pessoas foram infectadas entre a primeira e a segunda dose da Pfizer”, disse Ash, de acordo com o jornal The Times of Israel. Nachman ainda sugere que o fato o faz pensar que a vacina da Pfizer seria “menos eficaz do que pensávamos”.

Israel é o país que proporcionalmente mais vacinou a população. Cerca de 2 milhões de pessoas já receberam a primeira dose do imunizante, enquanto mais de 400 mil tomaram a segunda.

Em nota, a Pfizer afirmou que a análise final da pesquisa que desenvolveu a vacina concluiu que o imunizante “atingiu todos os desfechos primários de eficácia do estudo” e que o produto “é 95% eficaz na prevenção da Covid-19 com início 28 dias após a primeira dose”.

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