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Boqueirão acumula recarga de 27,1 milhões de m³ com águas do Rio São Francisco

açude de boqueirão

Mais de 27,3 milhões de metros cúbicos de água do Rio São Francisco já chegaram ao açude Epitácio Pessoa, na cidade de Boqueirão, no Cariri da Paraíba em oito meses.

A recarga foi acumulada desde o dia 18 de abril deste ano, quando as águas da transposição se encontraram com as do açude.

De acordo com o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, a chegada das águas do São Francisco ao açude evitou um colapso no abastecimento de água para mais 1 milhão de pessoas.
“Conseguimos com a chegada das águas do São Francisco pela transposição, uma segurança hídrica essencial para Campina Grande e parte das cidades do Cariri. A região estava vivenciando uma situação crítica em questão do baixo nível de água do manancial. Muita coisa mudou nesse período de oito meses. As águas do São Francisco não somente evitou um colapso no abastecimento para população, como também, colocou fim no racionamento de água que já durava mais de dois anos”, comentou.
Nível de água baixo e histórico
O reservatório acumulava na época em que as águas do Rio São Francisco começaram a chegar 2,9% de sua capacidade máxima, o que equivale a pouco mais de 11,9 milhões de m³, pior nível registrado desde sua construção no fim da década de 1950. O açude tem capacidade para acumular 411.686.287 m³.
Com a chegada das águas do São Francisco, o manancial recebeu uma recarga 6,6% em seu volume de água, atingindo nesta segunda-feira (18) o índice de 39,2 milhões de m³, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa).
Racionamento
Responsável pelo abastecimento de Campina Grande e outras 18 cidades da região, o açude começou a registrar condições críticas a partir do ano de 2014, quando foi implantada à medida de racionamento durante o mês de dezembro em questão do longo período de seca.
O fim do racionamento aconteceu no dia 25 de agosto deste ano, após o manancial atingir 8,2% de sua capacidade hídrica. A medida foi encerrada quatro meses depois da chegada das águas do São Francisco e gerou polêmica devido o questionamento sobre a segurança hídrica para o futuro. O uso da água sem racionamento só foi liberado após uma decisão publicada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Desafio
O presidente da Aesa, João Fernandes, também comentou os desafios enfrentados no processo da transposição, incluindo, as recentes falhas registradas em equipamentos que realizam o bombeamento da água para os canais. “Evidentemente o processo ainda está numa fase de avaliação, o próprio Ministério da Integração enxerga a realidade dessa maneira. A vazão da transposição durante a primeira semana de novembro até Boqueirão foi reduzida por problemas em equipamentos ao longo dos canais e isso gerou uma preocupação, mas logo foi normalizado bombeamento e hoje tudo está funcionando de forma regular”, explicou.
Sobre os custos do serviço para o bombeamento da água, o presidente da Aesa disse que até o momento não existe uma medida de cobrança, mas que no futuro será necessário pensar sobre a condição de manutenção nos equipamentos da obra. “O estado da Paraíba já recebeu muita água gratuitamente, não há o que reclamar até o momento, nem mesmo das falhas. Ainda não existe uma medida de cobrança, no entanto, será natural para o futuro a implantação de uma taxa de manutenção sobre o serviço. É importante dizer que não se trata de uma cobrança abusiva, e sim um valor que permita a condição de preservação da obra. Isso ainda vai ser debatido e depende de muitos fatores, a exemplo da própria da condição climática, uma vez que voltando as chuvas regulares não há necessidade de utilizar a vazão máxima da transposição”, pontuou.
Redação TV CARIRI
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