O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), voltou a se referir ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, ao comentar a rescisão de um contrato da Petrobras com o escritório de advocacia de Santa Cruz. O chefe do Executivo afirmou que a estatal não precisa “dar dinheiro para um cara da OAB que recebe recursos milionários e não é auditado por ninguém”.

“Eu tinha falado, nem era para ter esse contrato. Não é porque era ele [Santa Cruz]. A Petrobras não precisa disso, dar dinheiro para um cara da OAB que recebe recursos milionários e não é auditado por ninguém. Qualquer contrato de qualquer empresa tem que ser visto e revisado. Esse é antigo”, apontou Bolsonaro.

A rescisão foi comunicada ao escritório, que atuava em causas trabalhistas, nessa terça-feira (07/08/2019), por meio de um carta enviada pela Petrobras. Ao falar sobre a rescisão e procurar afastar o caráter pessoal da decisão, Bolsonaro comparou o contrato com o escritório com o que a estatal mantinha com a empresa automobilística MacLaren, de caráter publicitário.

“Era um contrato de milhões, por cinco anos, que não tem razão de existir, para botar no capacete de dois pilotos de Formula 1 o nome Petrobras. Isso acontece o tempo todo. É muita coisa para ser vista”, disse o presidente.

Entenda
Na última semana, ao criticar a atuação da OAB no atentado à faca sofrido durante a campanha eleitoral, Bolsonaro insinuou que conhecia a causa da morte de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe. O chefe do Executivo disse que poder contar a história se o presidente da entidade quisesse saber.

Fernando Santa Cruz desapareceu em 23 de fevereiro de 1974 depois de ter sido preso por agentes do DOI-Codi no Rio de Janeiro. Estudante de direito, ele era funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo. Ele se tornou um dos 210 desaparecidos políticos da ditadura. No total, durante os 21 anos do governo militar, 434 adversários do regime foram mortos.

Em live no Facebook, Bolsonaro afirmou que o presidente da OAB estava “equivocado” quanto à morte do pai. Enquanto cortava o cabelo durante a transmissão ao vivo, o chefe do Executivo federal sustentou que foi o próprio grupo de militantes antiditadura militar do qual Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira fazia parte em Recife, a Ação Popular Marxista-Leninista, que teria executado o pai do hoje presidente nacional da OAB.

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