River Plate e Boca Juniors fazem neste sábado (10) o primeiro jogo da final da Copa Libertadores de 2018, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires, às 18h (horário de Brasília). O superclássico argentino, que tem uma das maiores rivalidades do futebol mundial, será disputado pela primeira vez numa decisão continental.

Os mais vencedores da Argentina

Os dois clubes mais populares e mais vencedores da Argentina lutam não só pelo prestigiado título sul-americano, a vaga na final do Mundial de Clubes e o prêmio de 6 milhões de dólares (cerca de R$ 23 milhões de reais). A honra e orgulho de vencer o histórico arquiinimigo numa decisão importante é unica nesses 115 anos de confronto.

“Prefiro que vá um brasileiro para a final. Seria muito difícil ver um Boca x River na final. Serão 15 dias sem dormir no país. O perdedor precisará de 20 anos para se recuperar”, disse Mauricio Macri, presidente da Argentina, durante a semifinal do torneio. Ex-presidente do Boca entre 1995 e 2007, Macri, assim como torcedores das duas equipes, temem por um derrota sem precedente para o rival.

Rivalidade entre torcidas

Nesta semana, um caso isolado e bizarro mostrou que os nervos andam à flor da pele na Argentina com essa final. Na cidade de Apóstoles, dois torcedores rivais brigaram e um deles ateou fogo  na casa do ‘inimigo’.

Temendo por conflitos entre torcedores, o presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Cláudio Tapia, decidiu fazer os jogos das finais com torcida única, algo que não acontecia no país desde 2014. Assim, nessa primeira partida, na Bombonera, o estádio só contará com torcedores do Boca. Já na partida de volta, no estádio Monumental de Núñez, no dia 24 de novembro, só torcedores do River poderão entrar.

Duelo de titãs

Com campanhas parecidas até aqui nessa Libertadores (12 jogos, 6 vitórias, 5 empates e 1 derrota), Boca e River chegam sem favoritismo para a decisão. O River, por ter feito melhor campanha na primeira fase, tem a vantagem apenas de decidir em casa a segunda partida. Nesta final, o critério de gol fora, feito na casa do visitante, não conta. Assim, em caso de igualdade de pontos (uma vitória para cada lado com o mesmo saldo de gols ou dois empates), a final irá para a prorrogação e depois, persistindo a igualdade, para a disputa por pênaltis.

River algoz do Grêmio

O River Plate, que eliminou o campeão Grêmio com uma vitória por 2 a 1 em Porto Alegre, tem como grande trunfo uma equipe entrosada e dirigida pelo ídolo Marcelo Gallardo, campeão da Libertadores como jogador em 1996. No comando do time desde 2014, o ‘Muñeco’ já ganhou uma Copa Sul-Americana (2014) e a própria Libertadores em 2015 com os Millonarios. Recentemente, o treinador também vem tendo um bom desempenho contra o rival. Nos últimos 13 superclássicos, vence nove, sendo os últimos quatro seguidos.

Boca eliminou o Palmeiras

Do lado do Boca, o técnico Guillermo Schelotto, outro que foi ídolo pelo clube e também campeão como jogador, aposta no talento de seus jogadores para tentar ganhar a Libertadores pela 7ª vez e igualar o Independiente como maior vencedor da história do torneio. Na semifinal contra a Palmeiras, o atacante Benedetto (que perdeu a Copa do Mundo de 2018 por lesão), foi um dos destaques, mesmo estando no banco de reservas, já que ainda não está 100% fisicamente. Ábila, ex-Cruzeiro, é o titular. No banco, o treinador conta ainda com os talentosos meias Mauro Zárate e Edwin Corona, colombiano, além de dois ídolos que também ainda buscam a melhor forma física e técnica: Fernando Gago e Carlos Tevez. Na equipe titular, os volantes Pablo Pérez e Nández estão entre os destaques, assim como o atacante Cristian Pavon.

Rodolfo Rodrigues, do R7

 

 

 

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