Todo começo de ano é a mesma coisa. Aumentos nos preços dos produtos deixam os brasileiros preocupados. Em 2019, não foi diferente. Enquanto o salário mínimo aumentou R$ 44, o equivalente a 4,61%, outros produtos tiveram uma alta bem maior. Levando-se em conta a inflação que fechou em 2018 em 3,75%, o trabalhador que recebe um salário mínimo teve um aumento real de apenas 0,86%.

Quando comparado à alta de alguns produtos, essa subida do salário mínimo fica praticamente irrisória. Um exemplo é o valor do gás natural comercializado pela Companhia Paraibana de Gás (PBGás), que teve um aumento de 13,1%, quase 10% acima da inflação.

Outros serviços que apresentaram alta foram os de transporte. Tanto em João Pessoa, como em Campina Grande, as passagens urbanas apresentaram alta de 7,04% e 11,27% na Capital e 9% e 12% na Rainha da Borborema.

Também terão alta as mensalidades das escolas particulares de João Pessoa. Segundo o secretário da  Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP),Helton Renê, após uma reunião realizada em outubro, ficou acordado que os colégios podem aumentar em até 5,5% o valor de suas mensalidades. Também subiu o valor das passagens intermunicipais.

Quem é Microempreendedor Individual (MEI) também pode preparar o bolso. A contribuição mensal terá um reajuste de 4,61%.

Preços também caem

Apesar dos inúmeros aumentos, João Pessoa registrou uma queda no valor da gasolina. Produto já pode ser encontrado na capital paraibana por até R$ 3,869. Valor foi constatado em pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP). No interior do estado, os combustíveis também tiveram leve redução nos preços.

Paraibanos vivendo com meio salário mínimo

Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que quase 40% (38,4%) da população paraibana vive com apenas meio salário mínimo (R$ 477) por mês. Conforme o estudo, feito em 1.278 domicílios, em comparação com o ano de 2016, houve uma diminuição no número de pessoas que recebem até R$ 477 mensais, caindo de 40,5% para 38,4%.

Especialista dá dicas de como se organizar

Para o educador financeiro Rodrigo Leone, não há segredo. Segundo ele, o que tem que ser feito é economizar e a primeira atitude a ser tomada é a priorização de despesas. Listar as despesas em obrigatórias, essenciais, importantes, supérfluas e aquelas que só fazem desperdiçar o dinheiro. Após este diagnóstico, é a hora de cortar.

“Tem que fazer uma classificação do que é essencial, do que é importante, do que é supérfluo, obrigatório… Vai eliminando aquilo que é desperdício, supérfluo e reduzir no que é importante, como conta de energia, água, telefone, rever os planos”, explicou.

Por fim, ele disse que quem está com as contas em dia, também é importante procurar investir. A dica é começar com situações mais conservadoras como fundos de renda fixa.

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