Após visita em Camalaú, MPF constatou atraso, falta de equipamentos e risco de acidente.

 
 
A visita foi feita na barragem do município de Camalaú, no Cariri da Paraíba, que está passando por obras. A diligência foi realizada pela procuradora da República Janeira Andrade de Sousa, com apoio da técnica administrativa Ana Cláudia Batista de Souza.
 
Durante a visita, a procuradora questionou funcionários que estão à frente dos trabalhos. Foi constatado que, apesar de não haver registro de falta de funcionários, as obras estão atrasadas por causa de problemas técnicos em uma empresa terceirizada de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco.
 
O prazo era pra que a obra fosse concluída até o dia 1º de agosto deste ano. Faltando 20 dias para o fim do prazo, os responsáveis pela parte operacional da obra estimam que ela ainda esteja em 60% do total que deve ser feito. Em outro ponto da obra, em uma área de escavações de rochas, também foram encontrados problemas como falta de equipamentos.
 

Situação dos açudes

 

Poções

 
O açude de Poções, em Monteiro, que também está ligado à obra complementar, teve o volume reduzido de 7% para apenas 2%, mas isso estava previsto por causa da necessidade do reparo. Atualmente ele tem apenas 597,8 mil metros cúbicos de água. Os dados de volumes são da Agência executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).
 

Camalaú

 
No açude de Camalaú, onde estão acontecendo as obras visitadas, o volume no dia 4 de abril era de 14,4%. Nesta quinta-feira o volume está em 9,46%, o que equivale a 4,5 milhões de metros cúbicos de água.
 

Boqueirão

 
Mesmo depois da paralisação do bombeamento, o açude de Boqueirão apresentou uma grande aumento no volume. Mas isso ocorreu por causa das chuvas registradas nos últimos meses na região do Cariri. No dia 4 de abril deste ano, o volume estava em 17,33% da capacidade total. Nesta quinta-feira, o volume é de 32,67%, que equivale a cerca de 134,5 milhões de metros cúbicos de água.
 

Acauã

 
O açude Argemiro de Figueiredo, conhecido como açude de Acauã, teve uma boa melhora durante esse período, mas isso só está ocorrendo porque Boqueirão está com a comporta aberta, liberando cerca de 0,4 m³ de água por segundo, além das chuvas. Do dia 4 de abril para o dia 6 de junho deste ano, o volume aumentou de 3,64% para 11,94%. Mas deste então passou a diminuir gradativamente e, nesta quinta-feira, registrou com 11,77%, o que equivale a cerca de 29,7 milhões de metros cúbicos de água.

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