contrato de US$ 10 bilhões da Microsoft com o Pentágono foi suspenso temporariamente. Um juiz emitiu uma liminar temporária contra o negócio até que um processo da Amazon fosse resolvido. As empresas travaram uma disputa para fornecer o serviço em nuvem da Infraestrutura de Defesa Empresarial Conjunta do Pentágono (JEDI), vencida pela Microsoft.

A Amazon alegou que perdeu o contrato bilionário por causa de uma animosidade pessoal do presidente dos Estados Unidos Donald Trump em relação ao CEO da empresa, Jeff Bezos, e ao jornal The Washington Post, que também é de propriedade do empresário. A Amazon argumentou que o processo de concessão do contrato apresentava “deficiências claras, erros e viés inconfundível”.

Como a decisão do juiz é selada, não se sabe o motivo oficial por trás disso. Uma versão editada da decisão deve ser divulgada em duas semanas, depois que o documento for revisado por ambas as partes para retirar informações sensíveis à concorrência.

Trump está brigando com Bezos desde o início de seu mandato, chegando a ameaçar prejudicar o relacionamento da Amazon com o Serviço Postal dos EUA. Parte da hostilidade pode partir do fato de Bezos ser proprietário do Washington Post, que relatou vigorosamente os excessos do governo Trump. No início deste mês, o CEO trocou farpas com o consultor da Casa Branca, Peter Navarro, durante uma conversa não relacionada sobre produtos falsificados na Amazon.

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O presidente Trump disse em julho que estava analisando o contrato após reclamações sobre o processo de licitação, dando origem a preocupações generalizadas sobre a influência política na decisão de compra. Em outubro, o contrato foi concedido à Microsoft.

Em um depoimento apresentado ontem, uma autoridade do Pentágono afirmou que qualquer atraso na implementação do novo sistema seria imensamente caro para o governo norte-americano, estimando “um prejuízo financeiro entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões mensais enquanto o cumprimento do contrato JEDI (Joint Enterprise Defense Infrastructure) está adiado”.

A Amazon pode acabar em uma situação desagradável se a empresa perder o caso. Como parte do pedido, a empresa é “orientada a fornecer segurança no valor de US$ 42 milhões para o pagamento dos custos e danos que possam ocorrer ou sofrer no caso de procedimentos futuros provarem que essa liminar foi emitida injustamente”.

A empresa de Jeff Bezos espera forçar Trump a avaliar diretamente o julgamento, procurando obrigar o presidente, o ex-secretário de Defesa James Mattis e o atual secretário de Defesa Mark Esper a testemunhar no caso. O juiz não se pronunciou sobre a moção para depor, e ainda não está claro se isso acontecerá.

Via: The Verge

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