O Açude de Porções, que recebe as águas da Transposição do Rio São Francisco, em Monteiro, começou a sangrar pela caixa de descarga com pouca intensidade neste domingo (4).

45555755_2157540297624722_6813754594770812928_n

As águas seguem para o Açude de Camalaú e só depois começam a escorrer pela calha do Rio Paraíba, com destino a Boqueirão.

Se o bombeamento continuar da formar que está, possivelmente, as águas só chegarão em Boqueirão no próximo ano.

João Fernandes, presidente da Aesa, acrescentou que já pediu ao Ministério da Integração Nacional o aumento da vazão das águas do canal da Transposição que chegam, em Monteiro, e seguem pelo rio Paraíba para os demais municípios paraibanos. Fernandes não quis fazer previsão sobre a chegada das águas em Boqueirão.

Problema nas válvulas

Na quarta-feira (31), o Ministério Público da Paraíba e o Ministério Público Federal realizaram uma reunião, no Dnocs para tratar do andamento das obras dos açudes Poções e Camalaú. Participaram o procurador de Justiça Álvaro Gadelha, integrante do Comitê de Gestão dos Recursos Hídricos do MPPB, e a procuradora da República Janaína de Sousa. A reunião contou ainda com a participação do engenheiro Marcelo Magalhães, dos representantes do Dnocs, Danilo Magalhães e Marcílio de Araújo.

Os representantes do Dnocs também relataram que o açude de Poções já está recebendo as águas da transposição do Rio São Francisco e que está próximo de transbordar e seguir caminho para o açude de Camalaú e, depois, para Boqueirão.

Na reunião, foi informado ainda que as válvulas fornecidas pela empresa construtora não foram compatíveis com o material contratado e que será realizada uma avaliação em relação a preço e qualidade do material. Os membros do MPPB e do MPF cobraram que o Dnocs expeça relatório sobre o ocorrido com as válvulas, destacando as medidas que serão tomadas.

Fiscalização

De acordo com o procurador Álvaro Gadelha, será realizada uma fiscalização pelo Ministérios Públicos do Estado e Federal para verificar a evolução obra, que está na fase final. Ao final, o procurador Álvaro Gadelha ressaltou a importância da parceria entre os Ministérios Públicos para a causa hídrica no Estado.

Fotos: Asley Ravel

Deixe seu comentário