É difícil pensar em calor agora, já que aqui no Brasil a temperatura está bastante baixa em pleno inverno, propícia para se enrolar nas cobertas e tomar um chocolate bem quentinho. Mas a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, que faz um relatório mensal depois de uma análise do clima global, declarou que o mês de junho de 2019 foi o junho mais quente do mundo dentro de um período de 140 anos! O calor foi tanto que trouxe, pelo segundo mês consecutivo, uma baixa na cobertura de gelo marinho da Antártida.

Durante o mês passado, a temperatura média global apontada pelos cientistas dos Centros Nacionais de Informações Ambientais da NOAA foi de 61,61 ºF, o que equivale a 16,45 ºC. Pode soar como uma temperatura baixa, mas é 1,71 ºF acima da média do século XX, de 59,9 ºF (15,5 ºC).

Segundo os dados da NOAA, nove dentre os dez meses de junho mais quentes desses 140 anos ocorreram a partir de 2010. Além disso, junho de 2019 foi o 43º mês consecutivo e o 414º mês consecutivo com temperaturas globais acima da média.


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Vale ressaltar que o período de janeiro a junho de 2019 produziu uma temperatura global de acima da média do século XX, que equivalia 56,3 ºF (13,5 ºC), o que leva 2019 a ser o segundo ano mais quente até o momento, título que é compartilhado com o ano de 2017. Foi a primeira metade do ano mais quente para a América do Sul, regiões da parte sul da África, Madagascar, Nova Zelândia, Alasca, oeste do Canadá, México, leste da Ásia, oceanos Atlântico e Índico e o Mar de Bering. Apesar disso, 2019 tem sido um ano um pouco mais frio, até agora, para alguns lugares, como é o caso dos EUA e do sul canadense, que tiveram temperaturas 1,8 ºF abaixo da média durante o primeiro semestre de 2019. Essa discrepância está de acordo com os relatórios recentes que alertam para os perigos das mudanças climáticas, que acabam “bagunçando” o clima geral do planeta.

Um ponto preocupante levantado pela NOAA é a continuação do derretimento do gelo marinho. Em junho, a cobertura média de gelo da Antártica ficou 8,5% abaixo da média de 1981 a 2010. Já a cobertura do gelo do Ártico ficou 10,5% abaixo da média.

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